e você amalucada vida
e você a minha consentida
e você desnorteada briga
e você a minha perdição
eu não sei dormir sem a tua companhia
eu não sei voar sem vocês a meu lado
procurar um lugar tão buscado
vou beber vou rir vou jantar
e você amalucada briga
e você e você e você
eu não sei dormir sem a tua companhia
eu não sei voar sem vocês a meu lado
procurar um lugar tão buscado
vou perder vou ganhar e tentar
e você amalucada vida
e você e você e você
eu não sei dormir
eu não sei voar.
Mas aquela brotara um día de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros....
sábado, 2 de agosto de 2008
Amalucada vida (Manu Chao)
Pesquisa
quinta-feira, 31 de julho de 2008
La mejor noche de su vida...
Usted llegó esa noche solitaria. Entró a ese sitio donde la música se sintonizaba con el lúgubre ambiente, con la cara de los presentes. Él, por alguna razón todavía desconocida, brillaba en medio de esa penumbra. Usted lo creía así, usted lo sintió así. Sabía muy claramente porque estaba ahí, sabía que era necesario, que era ineludible. Caminó, bebió una copa de vino, dejó la copa en la barra mientras la dueña del café le ofrecía otro cortesía de la casa. Usted se sentía insegura, divagaba. Poco a poco todos comenzaron a irse. Él la miraba cauteloso, como indagante. Usted se notaba nerviosa, lo intentaba ocultar cuando hablaba con la barman. Tomó nuevamente su copa. Usted sabía que ese movimiento ya se había convertido en una acción mecánica que delataba su temor. Usted no podía ocultar nada. Se van todos, está usted frente a frente, hablando, balbuceando temerosa. Él le habla cada vez más cerca. Usted lo besa. Usted lo ama. Él es el objeto de su deseo. Él le enseña a volar. (Suena al fondo la Balada para un loco de Piazzolla, "las tardecitas de Buenos Aires tienen ese qué sé yo, ¿viste? salís de tu casa por Arenales. Lo de siempre: en la calle y en vos....")Kellysinha
terça-feira, 29 de julho de 2008
TIEMPO AL TIEMPO (KJARKAS)
con que matas mis ilusiones
donde mueren ilusiones
miles de sueños
miles se mueren
Le daremos tiempo al tiempo
el nos dirá que sucede
a ver si esto se muere
aunque no quiera la vida
si he de vivir sin tu amor.
Yo tenía para darte
alegrías que entregarte
mil caricias para darte
y mis manos para cuidarte
Me duelen de tus palabras(bis)
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Certezas
completamente cierto,
sin derecho a duda,
en total sintonía,
con absoluta seguridad,
con conocimiento de causa,
con la profunda convicción,
por pura autenticidad,
en completa exactitud,
como justa aseveración,
puedo decir sin temor a errores,
que amo, sé que amo, sé cuanto lo amo,
pero no tengo certezas,
sí mañana también,
sí algún día me amó,
sí miraré el mismo objeto que sus ojos miren,
sí me miró cuando no le estaba viendo,
sí su aroma sigue siendo el mismo,
sí olvidaré,
sí recordaré,
la noche me pregunta,
mis certezas y mis vacilaciones,
y creo que este amanecer no merece respuestas absolutas.
Os Três mal-amados...(fragmento)
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto
*Este poema está dedicado a mi acompañante en el flamante viaje por Jamaica...jejeje
sábado, 26 de julho de 2008
Ojos de color
mientras el vagabundo día comienza a parirse incógnito,
me veo en el futuro, en el pasado,
camino el día por Corrientes desorientando el tiempo
haciéndolo equivocar en su noción precisa,
y sin darme cuenta siquiera,
vuelvo a mi reflejo en tus ojos color trasnocho,
un reflejo melancólico de mi tarde de espera,
un reflejo apagado de mi futuro siniestro,
para que existe el tiempo si ahí justo en tu mirada,
el presente no es un brillo,
no se baña de felicidad mi rostro
en tus ojos color trasnocho.
Pst: Bien decía Borges, estar contigo o no estar contigo es la medida de mi tiempo!